O que não falta é história para contar quando se fala de Marcelo Yuka. Grande responsável pela linha ideológica que O Rappa adotou ao se lançar, na década de 90, ele era bateirista e principal letrista da banda. Colocava na música uma revolta poética que tentava achar todas as cores escondidas na rotina e buscar o que sobrou do céu. Injustiças, paradoxos, incongruências e violência urbana eram sua grande matéria-prima. Acabou sendo vítima dessa mesma violência urbana e, em 2001, um tiro disparado por um assaltante o deixou paraplégico. Pernas paralisadas; mente, não. A crítica ao cotidiano, a carga social, a revolta poética continuam e Yuka foi do Rappa ao F.UR.T.O (Frente Urbana de Trabalhos Operários), fazendo mais que música: criou uma ONG em que pode empreender ações que combinem com toda a sua crítica. Recentemente, a violência voltou a beter de frente com Yuka, novamente assaltado. Diz que não se importou com o fato e nada vai mudar em sua vida. “Toda pessoa lesada é perigosa, porque sabe que pode sobreviver”, costuma dizer. Foi sobre isso e muito mais que falou no TEDxSudeste, em sua palestra com o tema “o corpo”.
19 de março de 2010

Uma das pessoas mais brilhante que tive a oportunidade de c
onhecer. orgulho-me em saber que existem brasileiros como Yuka.
Foi um papo transcendental sem dúvida. Ele conseguiu ir além se expressou de uma forma única nos fazendo ver e crer em seus pensamentos e filosofia. Certamente a adversidade o fortaleceu, transformou e quebrou todos limites humanos. Yuka é uma criatura maravilhosa, digna e sem dúvida um homem de responsabilidade social. Ele me faz acreditar na força da paz e esperança… fazendo acontecer!
Yuka,
Meus parabéns! Que história de vida e quantas mudanças você está fazendo na sua vida e nas pessoas a sua volta!
Que a sua coragem e ousadia inspire as pessoas a serem mais compassivas, que assumam responsabilidade pelos seus pensamentos e atitudes e que sigam um caminho de serviço ao outro com sabedoria.
Sucesso meu camarada!